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Tudo começou quando a adolescente Evelin Bassani, de 16 anos, queria trabalhar fora para ter o seu próprio dinheiro. Seus pais não deixavam e ela relutou até começar a trabalhar como garçonete em buffets da região Leste.

Como a sua mãe Conceição (em memória) fazia deliciosos bolos e doces, Evelin comentou no buffet a possibilidade de fazer os bolos para o local. “Na época precisava de dinheiro para pagar o curso de Direito e de comum acordo com a minha mãe, começamos a fazer bolos para fora” A aceitação foi de imediata e os pedidos aumentaram. Porém, no ano seguinte, sua mãe faleceu. “Foi um choque. Perdi o chão e nem sabia por onde começar. Minha mãe tinha as receitas na cabeça dela. Não tinha nada por escrito.” Com a perda da mãe, Evelin resolveu que continuaria a fazer bolos para fora. “Eu tinha de continuar a minha vida, pois tinha que pagar a faculdade. Resolvi que faria bolos até conseguir um estágio remunerado ou um emprego melhor.”

Como não sabia fazer os bolos, resolveu sair pela vizinhança e perguntar para as donas de casa como elas faziam, recheios, coberturas e, assim, foi fazendo os bolos. “Não tinha Internet na época. Pegava receitas com as vizinhas. Os bolos queimavam, ficavam duros. Jogava tudo fora. Fazia de novo. Noites e noites treinando e chorando”, diz Evelin.

O tempo foi passando e ela quase enlouqueceu entre receitas, formas e pedidos. “Um dia resolvi fazer quindim. Fiquei duas semanas treinando, testando e nada. O doce ficava duro e sem gosto. Peguei uma receita com uma vizinha e passei o dia inteiro fazendo até que deu certo.” Evelin aprendeu na “raça” a ser boleira.

A trajetória foi de muita persistência e coragem. As pessoas perguntavam: “Você sabe fazer bolo de nozes?” E ela prontamente dizia: “Claro. O meu bolo de nozes é simplesmente maravilhoso!”. Ela não tinha noção de como fazer, mas ia atrás e fazia bem feito.

Começou a pegar livros de culinária em bibliotecas e fazer receitas próprias. Depois de jogar muitos bolos fora e chorar muito, além de passar noites e noites sem dormir dando uma de “Mestre Cuca”, Evelin resolveu abrir uma confeitaria. Assim nasceu a La Bassani, que no mercado já está por volta de 21 anos. “Faço tudo com muito amor e carinho. Quando entrego um bolo ou um doce é como se entregasse pra mim mesma.” “De advogada para boleira. Fazer bolo e doces é a minha vida, o meu ideal de existência. Nunca pensei que me tornaria uma boleira”, diz emocionada.

O negócio é um sucesso e agrega seus familiares. Sua irmã, Irlene, e seu pai, Arlindo, trabalham na confeitaria. O dia a dia é “punk”, como ela mesma diz. Evelin é a primeira a chegar e a última a ir embora. De segunda à quarta é mais tranquilo. De quinta a domingo o negócio “ferve”. “Tudo passa pela minha supervisão e de minha irmã. O olho do dono é que engorda o gado. Não adianta deixar as coisas nas mãos de outras pessoas.

Na Confeitaria La Bassani é possível encontrar mais de 50 tipos de bolos, uma variedade de doces, kits para festas, salgados, tortas e lanches de metro. “Os bolos são feitos todos artesanalmente. Não temos máquinas. Batemos as claras e as gemas como uma pessoa faz um bolo em casa. Tudo é 100% artesanal”, diz Evelin. Os produtos e ingredientes são de primeira. Ela diz que é essencial usar o que há de melhor no mercado. “Faço questão de comprar produtos de qualidade”.

Aos fins de semana, são mais de 100 pedidos. A Confeitaria La Bassani conta com 40 funcionários. Os pedidos são de diversas regiões de São Paulo. Graças a Deus o nosso trabalho é reconhecido e sempre recebemos elogios.” Os planos para o futuro é de expansão da loja. “O local onde estamos já está ficando pequeno. Precisamos ampliar a loja para continuar atendendo sempre bem o nosso cliente”, diz Evelin. Ela aproveita para dar uma valiosa dica para quem deseja montar uma confeitaria. “Determinação, coragem e persistência. Se pensa que vai montar a confeitaria e só passar para pegar o dinheiro, esqueça-se da ideia. Ser boleira é ficar atenta 24 horas na confecção dos bolos. Lidamos com alimento e todo cuidado é pouco. Precisamos investir muito e ter a assessoria de uma nutricionista. Mas vale muito a pena. Sou muito feliz em ser boleira!”.

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